domingo, 5 de julho de 2009

Imagens - Diversidade Cultural

>>> Diversidade cultural: mídia, livros, datas comemorativas, e demais imagens.








Música >> Paratodos

O meu pai era paulista
Meu avô, pernambucano
O meu bisavô, mineiro
Meu tataravô, baiano
Meu maestro soberano
Foi Antonio Brasileiro

Foi Antonio Brasileiro
Quem soprou esta toada
Que cobri de redondilhas
Pra seguir minha jornada
E com a vista enevoada
Ver o inferno e maravilhas

Nessas tortuosas trilhas
A viola me redime
Creia, ilustre cavalheiro
Contra fel, moléstia, crime
Use Dorival Caymmi
Vá de Jackson do Pandeiro

Vi cidades, vi dinheiro
Bandoleiros, vi hospícios
Moças feito passarinho
Avoando de edifícios
Fume Ari, cheire Vinícius
Beba Nelson Cavaquinho

Para um coração mesquinho
Contra a solidão agreste
Luiz Gonzaga é tiro certo
Pixinguinha é inconteste
Tome Noel, Cartola, Orestes
Caetano e João Gilberto

Viva Erasmo, Ben, Roberto
Gil e Hermeto, palmas para
Todos os instrumentistas
Salve Edu, Bituca, Nara
Gal, Bethania, Rita, Clara
Evoé, jovens à vista

O meu pai era paulista
Meu avô, pernambucano
O meu bisavô, mineiro
Meu tataravô, baiano
Vou na estrada há muitos anos
Sou um artista brasileiro

Autor: Chico Buarque de Holanda

video

>>> A letra fala sobre a pluralidade cultural ao fazer alusão à ascendencia do cantor, bem como às referências diversas que ele possui acerca de outros compositores e cantores.

>>> Música sugerida para trabalhar a formação da identidade brasileira com os alunos.

O Brasil dos PCN's - diversidade como patrimônio sociocultural

De acordo com os PCN's - Parâmetros Curriculares Pacionais - a diversidade corresponde às características étnicas e culturais dos diferentes grupos sociais. O aspecto que interessa na discussão sobre os PCN's é o tema transversal sobre a pluralidade cultural, que é um "patrimônio sociocultural" do nosso país, e que deve ser econhecido e valorizado, pois se constitui como marca da identidade nacional, adquirida através de sua construção histórica. A perspectiva de grupos sociais componentes de uma coletividade é norteada por um princípio de cidadania igualitária (equidade), que traz a proposta de ações afirmativas. Os PCN's adotam uma perspectiva interdisciplinar, que exige saberes específicos e variados, em sua abordagem da pluralidade cultural. No âmbito escolar os conhecimentos dos fundamentos éticos, jurídicos, históricos e geográficos, sociológicos, antropológicos, populacionais, psicológicos e pedagógicos e domínio de linguagens podem contribuir para o estudo.
A História dedica-se a questões locais, regionais, nacionais e mundiais, recuperando as diferenças e semelhanças entre culturas, modos de viver, de pensar, de fazer e heranças legadas por gerações. Valorizam-se nos estudos históricos a sua capacidade de lidar com intercambio de ideias, com diferentes fontes e linguagens e com explicações variadas sobre o mesmo acontecimento. Espera-se que a História estimule a formação do diálogo, pela troca, pela construção de relação entre o presente e o passado e pelo estudo das representações. A cultura ora aparece como produto das relações socais na história, ora aparece como produto das relações de poder, envolvendo um processo permanente de reformulação e resistência.
Mais do que temas transversais, a pluralidade cultural constitui uma perspectiva de ensino guiada pelos seguintes objetivos: conhecer a diversidade; compreender a memória como construção coletiva; vaorizar e reconhecer as culturas nacionais; repudiar e ser solidários aos que sofrem discriminação; e compreender a desigualdade social como um problema coletivo valorizando o convívio pacífico com todos. Como conteúdo são propostos os seguintes subtemas: pluralidade cultural e a vida dos adolescentes; pluralidade cultural na formação brasileira; a pessoa como agente social e promotor cultural; e direitos humanos à cidadania e à pluralidade.
O estudo da história favorece a construção de uma cultura de participação em comunididades imaginadas, sejam elas relativas a grupos ou à comunidade nacional mais ampla e englobante. O historiador e o professor de História podem contribuir para a produção de um tipo de conhecimento capaz de atuar contra a naturalização dos fatos e fenôminos sociais, políticos, econômicos e culturais, que visam impor um valor único ao conjunto das sociedades, indo além de uma simples denuncia ao etnocentrismo. O mundo é feito de relações, e compreendê-las é uma tarefa difícil, em vez de reconhecer e valorizar a pluralidade cultural, como propõem os PCN's, pode-se tentar compreendê-la, não para torná-la menos plural, mas para tornar visíveis as relações historicamente construídas entre indivíduos e grupos, cujas fornteiras são sempre incertas.

Referência Bibliográfica:

GONTIJO, Rebeca. Identidade nacional e ensino de História: a diversidade como 'patrimônio sociocultural'. In: Martha Abreu; Rachel Soihet. (Orgs.). Ensino de História: conceitos, temáticas, metodologia. Rio de Janeiro: Casa da Palavra,2003, p.53-79.

Sobre a identidade nacional

"A identidade nacional pode ser compreendida como uma construção histórica, resultante de um processo que atribui significados e sentidos a uma comunidade imaginada" (GONTIJO, p.55, 2002). A partir desta colocação a autora traz em seu texto o processo de formação de identidade nacional, apontando que o estudo das identidades nacionais devem ser feitos a partir de um momento específico da história. Primeiramente pensou-se a nacionalidade brasileira como um conjunto de três raças: brancos, negros e índios, gerando o momento chamado "inautenticidade nacional" por causa da hibridização dos povos.
Em meados do século XIX é elaborada uma organização nacional, que considera temas como: modernidade, cidadania, mestiçagem, imigração, sanitarismo, educação, leis, línguas e história, na demarcação da identidade nacional própria, distinta da portuguesa. As leituras sobre diversidade ganharam espaços como singularidade brasileira, numa estratégia de construção de identidade nacional, tendo os movimentos modernistas como grandes contribuintes. A década de 1920 é marcada por dois pontos antagônicos. O primeiro é de uma visão positiva à miscigenação construída a partir da ideia de que as diferenças se somam em uma sociedade que não segrega. Já o segundo se apoia em terias eugenistas, onde alguns movimentos propunham uma estratégia de embranquecimento. A parir da década de 1950, a leitura da miscigenação é norteada de democracia racial liderada pelo Estado Novo.

Referência Bibliográfica:

GONTIJO, Rebeca. Identidade nacional e ensino de História: a diversidade como 'patrimônio sociocultural'. In: Martha Abreu; Rachel Soihet. (Orgs.). Ensino de História: conceitos, temáticas, metodologia. Rio de Janeiro: Casa da Palavra,2003, p.53-79.

sábado, 4 de julho de 2009

Projeto PedaBlogRural

O PedaBlogRural foi elaborado para proporcionar aos alunos e professores do curso de Pedagogia um espaço adequado ao planejamento de pesquisas de novas metodologias de ensino e recursos didáticos. Nossos objetivos são: divulgar novas metodologias e recursos didáticos, tais como: imagens, áudios, vídeos e textos; despertar nos professores e alunos a existência de uma nova possibilidade de recursos para a prática docente, através de referênciais teóricos e indicações bibliográficas sobre metodologia de ensino; e favorecer a troca de experiências através de fórum de debate a cerca da produção de ideias aqui postadas.
Esperamos que nossa iniciativa colabore para a discussão de metodologias de ensino e que os leitores desta página interajam com participações diretas ou indiretas na construção deste espaço, sugerindo assuntos a serem abordados, bem como referenciais teóricos e recursos didáticos (imagens e material audiovisual).
Equipe PedaBlogRural.